Perdida Pelo Mundo

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A saga continua

03/09/2009 · Deixe um Comentário

Oba!!!

Após 12h e 56m sem energia eléctrica, a luz resolveu dar as caras por aqui.
Mesmo a tempo de depois de 8h de trabalho sem fazer praticamente nada, conseguir ligar o computador, fazer este post, voltar a desligar e ir para casa.

Depois disto não me venham falar em níveis de produtividade, acho que já nem sei bem o que isso é.

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Derretendo a banha

20/08/2009 · 3 Comentários

Eu sei que tenho andado desaparecida, mas os problemas “técnicos” não acabam mais!

Na zona onde a gente mora a situação até que está resolvida, nunca mais faltou a luz, aliás, acho que faltou, mas só uns dois ou três dias desde então e por pouco tempo.
Agora no trabalho, a situação é beeem diferente, há duas semanas que a luz falha TODOS os dias a partir das dez, dez e meia da manhã, para só voltar às sete da tarde, ou seja quando já ninguém precisa dela, pois o facto só acontece em duas ruas e que são voltadas para o comércio.
Tudo está um caos, são geradores a queimarem, fundirem, mal aguentam uma ventoinha, são ups a dar o berro e a nem deixar ligar os pc’s, para não falar na postura limpa e arrumada quase impossivel de manter!

Eu já saio de casa com a roupa mais fresca que encontro, um coque na cabeça, maquilhagem à prova de derretimento e muitos, muitos lencinhos anti-brilho, água termal e toalhitas.
Mas depois de um dia infernal desses, com a sensação de estar dez anos mais velha, de tamanha exaustão e desespero,  sabem qual é a única coisa que passa pela minha cabeça???
Correr para casa, tomar um belo banho bem demorado e esparramar-me no sofá com o ar condicionado no máximo. Chego no fim do dia com a sensação de estar dez anos mais velha, de tamanha exaustão e desespero

Daí a minha ausência! Mas acho que estou mais que perdoada, não tou?

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Semana de cão

10/03/2009 · 4 Comentários

Desde quinta-feira passada que chego em casa super exausta e sinto-me meio fora do ar, não tenho lido nem comentado direito nos blogs que visito diariamente.
Até que no trabalho passei algum tempo na internet, mas num trabalho de pesquisa e ainda por cima a redigir em inglês para pedir informações, e como o meu inglês não é nada dos melhores, levo duas horas para fazer o que levaria dez minutos, por isso que eu vou definitivamente tirar um cursinho, pode custar um pouco, mas depois vai-me facilitar imeeenso a vida.

O meu inglês pode não ser o mais correcto, mas o mais profissional possível, agora receber e-mails assim do género, eu peço informações sobre uma empresa sedeada na Índia, o responsável da parte internacional responde-me ao pretendido, mas termina assim: “Você gosta da Índia? Então veja os anexos.”, eu sem entender direito lá abri os anexos a pensar que seriam fotos sobre o assunto que lhe perguntei… que nada, eram fotos do país… isto não é normal. Tinha sido a empresa que mais me tinha agradado pelas informações obtidas e termina assim??? Não gostei, nada profissional, mas enfim!

Para melhorar a situação toda, ontem cheguei em casa com umas dores de coluna horríveis, até me doía a respirar da pressão que a musculatura rígida fazia contra o peito.
Quando estou assim mal, tomo um medicamento que é para relaxar a musculatura que é tiro e queda, mas é cá uma paulada!!! As primeiras vezes eu não sabia e como aquilo é para tomar de oito em oito horas eu fiz por ser durante o dia, e fiquei dois dias sem saber porque às 11h da manhã eu estava com tanto, tanto sono que perdia a noção do que dizia, as letras no computador eram uma mancha… uma coisa horrível, ficava totalmente drogada, até que me dei conta que era o medicamento. Então ontem tomei um às nove horas da noite e como aquilo só faz efeito após umas duas horas, não tinha problema pois seriam horas de deitar, mas nem nada, passado 30 minutos eu parecia um zombie, ainda tentei ir ao computador, mas não conseguia mesmo, apaguei de vez.

Não é que o cansaço hoje tenha melhorado, esta semana promete ser beeem difícil, mas pelo menos já consigo abrir os olhos e dar uma lida nos blogs que adoro.

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Trabalhar e morar em Cabo Verde

09/02/2009 · 11 Comentários

Eu tenho recebido alguns pedidos de informações sobre Cabo Verde, mais propriamente sobre trabalho, custo de vida, sobre se existe ou não o sentimento de isolamento, sobre a adaptação ao país e sobre arrendamentos. E como não consigo responder a todos individualmente resolvi fazer este post, mas por hoje só com os temas: emprego / custo de vida / arrendamentos, os outros ficarão para outro dia.

Vagas de emprego são bem difíceis de conseguir e mal pagas, a não ser que alguma empresa do vosso país de origem esteja a recrutar funcionários para cá e é bom salientar que esta é a situação de grande parte dos estrangeiros que aqui estão. Os que vêem por sua conta e risco normalmente abrem o seu próprio negocio e contratam pessoal de cá o que significa ordenados baixos.

Normalmente nas empresa grandes, que aqui na ilha são no máximo umas dez, todos os funcionários base são de cá e só na administração como braço direito dos donos podem-se encontrar estrangeiros, mas vale lembrar que este é um posto de mais ou menos uma vaga por empresa e que normalmente são as empresas que os vão buscar aos seus países, ou por intermédio de um amigo, do amigo, do amigo que te recomendou. É claro que nestes casos existem bons salários e condições para te fazerem sair do teu país.

Em média para os postos mais baixos, tipo funcionário se loja, o salário varia entre os 15.000 (150€) e os 20.000 (200€), para um licenciado de 40.000 (400€) a 60.000 (600€), para um funcionário de escritório ou outro cargo não muito especifico em que se tenha o 12º ano entre os 30.000 (300€) e 45.000 (450€).
Mas como é obvio estes valores variam se for um banco, uma universidade, uma entidade pública ou privada, a confiança que têm em ti, os anos ao serviço da empresa, a experiência, pois já vi gente sem grandes estudos a ganhar 200.000 (2000€), licenciados a ganhar 30.000 (300€), funcionário de loja a ganhar 9.000 (90€).

Há gente que ganha bem? Claro que sim, são é muito poucos.

A maneira mais fácil para procurarem emprego cá a partir daí, é enviar as vossas candidaturas espontâneas às empresas, via e-mail ou carta, uma vez que não há empresas de recrutamento on-line, pelo menos que eu conheça ou contactar empresas do vosso país que já estejam cá a operar.
Uma boa maneira para pesquisarem empresas pela sua actividade é no site das páginas amarelas de Cabo Verde.

Quanto ao custo de vida eu já tinha dito aqui, tudo é mais caro pelo menos que em Portugal. Basta pensarmos que aqui nada ou muito pouco se produz, logo tudo é importado de Portugal, do Brasil, da França o que aumenta o custo das mercadorias, embora aqui se trabalhe ainda com uma razoável margem de lucro o que deitas os preços de qualquer coisa lá para cima. Enquanto que noutros países se tem margens baixas mas o volume é enorme, aqui como não tem com o volume ser enorme aumentam-se as margens, e o consumidor é que sofre, mas fazer o quê?!!!
Se bem que depois de ter passado um mês fora em Dezembro, estou com sensação que alguns preços baixaram, os supermercados estão com muito mais oferta de produtos, já se pode encontrar quase de tudo, já têm a opção mais cara e mais barata do mesmo produto.
Hum…, mudanças que estou a gostar.

Quanto às casas e/ou apartamentos para comprar e/ou arrendar, já aqui tinha falado sobre isso, dêem uma olhada lá.
Mas seguem aqui sites de algumas imobiliárias:

- Imor

- Century 21

- Sofia Imobiliária

Agora na TV, jornais, revistas… todos apontam África como a solução para a crise, mas lembrem-se que uma coisa são os vendedores das empresas portuguesas que cá vêm umas duas ou três vezes por ano, durante uma semana, outra coisa bem diferente é morar cá.
Não estou a querer desencorajar ninguém, mas tentem primeiro arranjar emprego a partir daí, façam alguns contactos, venham cá passar uns quinze dias antes de largar tudo e todos e lembrem-se que aquilo que vão ver e fazer nesse tempo será tudo o que terão para ver e fazer nos restantes meses.

No entanto, para todos os que partirem à aventura desejo boa sorte e que consigam alcançar os vossos objectivos.

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