Sempre acontece alguma coisa de última hora que nos faz stressar um pouquinho na viagem, ou é por causa do peso das malas, ou é porque há uma falha de sistema e obriga-nos em cerca de quarenta minutos, a pegar as malas e fazer check-in num aeroporto intermediário, enfim, há sempre uma complicaçãozinha, mas até já estou habituada.
Para meu espanto a viagem de ida para Portugal, correu às mil maravilhas, sem algum contratempo.
Na volta para cá, quase que a proeza se repetia. No balcão de check-in a coisa começou mal, mas até que se compôs. Primeiro erro (que só me dei conta uns segundos depois), fomos para um balcão operado pela groundforce, odeio generalizar, mas infelizmente de todas as minhas experiências, é a única opinião que posso ter, é que por todos os balcões da groundforce por que passei, novas leis são feitas ali na hora, ignorando as da própria companhia e todas elas envolvem extorsão de dinheiro, e se a gente decide bater o pé, decidem não deixar levar bagagem de cabine, ou pura e simplesmente não embarcamos, porque é assim como eles dizem e pronto, enfim vale de tudo, para eles se sentirem os todo-poderosos. Odeio!
Nas viagens para cá temos direito a 20 kg + 10 kg, mas o funcionário desta vez decidiu que eram só 20 kg + 5 kg, e uma outra até gozou com a nossa cara a dizer que era assim há mais de um ano, adiantou eu dizer que tinha viajado há 6 meses e eram os 30 kg? Adiantou eu dizer que no site da TAP a informação disponibilizada era de 20 + 10 kg? Adiantou? Não, não adiantou. Não nos stressamos e lá pagamos 150€ por 10 kg supostamente a mais, e isso porque tínhamos um recibo guardado a comprovar que eram 15€ por quilo e não 25€ como nos queriam fazer pagar. Entretanto entramos no avião do Porto com direcção a Lisboa e lá vem uma assistente de bordo pedir o nosso número de visa para devolverem o dinheiro, pois afinal eram mesmo os 30 kg, nooossa, um santo deve ter baixado para o nosso lado!
A viagem de Lisboa para cá, também estava a correr bem, eu depois da refeição lá consegui adormecer profundamente, os bancos eram muito confortáveis, então tudo estava bem, quando eu acordo a apenas uma hora de aterrar e de repente vejo uma senhora na fila ao lado, com respiração muito ofegante e aflita e chamei logo as hospedeiras. A senhora sempre ofegante, não falava, e de repente tipo que desmaiou deixando a cabeça cair para a frente, de olhos abertos e arregalados e deixou cair a almofadinha que tinha na mão e assim ficou durante uns dois minutos, só olhei para João e disse que a senhora devia ter morrido.
As assistentes de bordo coitadas, aflitas da vida, mas de repente a senhora (desculpem-me os pormenores) tipo que espirrou e vomitou ao mesmo tempo, fazendo-a voltar a si, nisto vem uma estrangeira branquinha, ela era branquinha, mas naquele momento estava que nem morta, lá da frente do avião dizer que se estava a sentir mal, uma hospedeira aflita ainda com a outra senhora, começa-lhe a perguntar o que sentia, mas em Português, a mulher só fazia gestos e a assistente lá continuava a falar em Português. Nem acreditava que aquilo estava a acontecer ali mesmo à minha frente, e logo a mim, que na hora da aflição ajudo e presto todos os cuidados que forem precisos, mas logo em seguida dos nervos, começo eu a sentir-me mal, sério, eu sei que é paranóia e tudo psicológico, mas os sintomas são bem reais e ainda o medo de alguma delas estar contaminada com a gripe A, foi muita tensão para um voo só!
Na avião eu tive que me controlar, respirei fundo, fui wc refrescar a cara, fiquei um bom tempo lá, ate que me acalmei e fui para o meu lugar, mas não via a hora daqueles restantes 45 minutos passarem e deixarem-me sair do avião.
Para finalizar, nada como esperar cerca de um hora, uma hora e meia, pelas malas, já a pensar que tinham sido extraviadas (era só o que me faltava) e ainda por causa de uma caixa em cartão que João trazia, sermos mandados passar pela alfândega.
Sei que muita gente anseia andar de avião, eu também ansiava antes de ter andado pela primeira vez, mas hoje em dia, daria tudo, TUDO, para não ter mais que andar de avião, nem passar pela confusão dos aeroportos.