Cabo Verde é um arquipélago constituído por 10 ilhas, das quais 9 são habitadas.
Estou cá há mais de um ano, mas para além da lha onde moro (Santiago) ainda só conheço a ilha Boavista.
E apesar de já ter feito esta viagem à bastante tempo por causa do trabalho do João, decidi postar para dar a conhecer um pouco esta ilha cada vez mais procurada para férias.
A nossa viagem começou com o trajecto de avião Santiago-Sal–Boavista, a viagem entre Santiago-Sal dura cerca de 40 a 50min e a do Sal–Boavista 10min no máximo.
Este trajecto ida e volta custa 15.000 ECV (136 €).
A viagem foi um pouco atribulada, havia um pouco de turbulência, não era nada demais, mas após o almoço complica um pouquinho.
Chegamos na Boavista demos logo de caras com o novo aeroporto recentemente inaugurado. Bonito, limpo, organizado, mas também quase vazio.
Ali estávamos espera que transporte do hotel nos fosse buscar, mas nada, esperamos quase 1 hora até que aparecessem.


Ficamos alojados no hotel Parque das Dunas, que são umas casinhas individuais muito bonitas, mas quando lá entramos vimos que não tinha TV nem ar condicionado, só pensava “estou feita”, mas não é que a tv perde toda importância lá, assim com ar condicionado pois como é uma ilha ventosa bastava abrir janela e a brisa era tão fresca assim como era tão bom ouvir o rebentar das ondas para adormecer, pois estávamos a escassos metros da praia.



Já que ali estávamos não podíamos deixar de visitar as raízes do João, assim como dar uma voltinha no centro da vila.
A família dele é judia, são judeus de Marrocos que se exilaram em Cabo Verde, primeiro na ilha Boavista depois dispersaram-se para a ilha S. Vicente e mais tarde para ilha Santiago.
A família dele é muito conhecida cá em Cabo Verde, são conhecidos como os grandes impulsionadores das trocas comerciais e do crescimento da economia.
Então queríamos ir visitar o cemitério judaico, mas não encontrávamos nada, não havia indicação alguma, mas depois de muito procurar lá encontramos, mas são apenas os túmulos dos antepassados dele. Falam muito nesse cemitério, mas está abandonado, mal conservado e tem lá um complexo em obras só espero que não destruam por completo.
Visitamos também o que foi em tempos a residência da família, e que é hoje uma pensão linda e acolhedora, com poucos quartos, mas primaram por manter uma decoração toda ela marroquina.



É um local propício ao descanso, mas todos os melhores hotéis estão muito bem equipados e oferecem muita animação nocturna, e estão abertos mesmo para quem não está lá hospedado, por 20 € desfruta de um belo buffet, e de todo o consumo nos bares em frente piscina, como é o caso do Ventaclub. Fomos lá uma noite jantar e descontrair e adoramos.
Esta é uma ilha muito mais calma que ilha Santiago, muito mais limpa, organizada, mas também com muito menos gente, com extensos areais de areias brancas, com dunas magnificas e com um mar calmo e quente o que a torna cada vez mais apetecível aos estrangeiros na sua maioria italianos e ingleses, e que em muitos casos ficam por cá a viver.




Quem está a procura de muito sol e água fresca na beira da piscina ou do mar este é o lugar ideal, mas quem procura umas férias mais culturais ou com sítios históricos para conhecer e visitar então é melhor procurar outro destino.