Entradas desde Setembro 2009
Vocês não têm noção do número de pára-quedistas que caem por aqui, são os que vêm para morar porque amam Cabo Verde, são os que têm uns super mega projectos, são os que vão mudar tudo num abrir e fechar de olhos e fazer do país a Nova York de África… hellooo!!! O certo é que desaparecem tão rápido como aparecem.
Eu oiço cada história sem pé nem cabeça, e o pior é quando o mentiroso é mau, se vai mentir, mente igual para todo o mundo. Porque convenhamos, se a tua família é rica, se tu mesmo és cheio de dinheiro, se tens um Mercedes, um BMW e um Porsche na garagem, se tens a casa dos teus sonhos, tudo isto no teu país, o que raio estás aqui a fazer?!!!
Façam o favor de admitirem que vêm tentar a vossa sorte, porque precisam de trabalhar, precisam de dinheiro como a maior parte da população mundial, ou então não digam nada, afinal ninguém vos pergunta nada e não.
Agora tenham consciência, que a pessoa que está à vossa frente a sorrir e a acenar-vos com a cabeça, já ouviu essa mesma história quinhentas vezes e quando finalmente vira costas a única coisa que lhe vem à cabeça é “mentiroso” e ri-se de mais uma história ridícula, com toda a razão.
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Foi a minha primeira paixão.
Lembro exactamente a primeira vez que vi “Dirty Dancing”, deveria ter uns 10, 11 anos, e sei lá quantas vezes eu carreguei no botão rewind, estava embasbacada, revendo-o mais umas quinhentas mil vezes, nos anos que se seguiram, até as falas eu decorei!!!
O meu sonho era arranjar um homem desses para dançar assim comigo



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Este ano quando fomos a Portugal, tiramos uma semaninha e rumamos até ao Algarve, mais concretamente a Portimão.

Na verdade o principal motivo era mostrar um pouco do Algarve ao pai do João que ainda não conhecia, aproveitando para juntar o irmão e a mãe dele e assim passar esse tempo com todos.



Sinceramente não gostei muito de lá, tudo muito sem graça, sem charme, talvez também porque não é a minha noção de férias bem passadas, ficar vagueando entre o apartamento e a praia que estava à distância de um atravessar de rua, e também, porque no Algarve a nossa paixão realmente é outra, mas isso fica para outro dia.
Ficamos alojados mesmo em frente à praia da Rocha, uma das mais conhecidas do país, não sei bem o porquê de tanto mediatismo, pois apesar das rochas lindíssimas que envolvem a praia, o cenário geral não é nada demais, prédios enormes, cafézinhos, bares, restaurantes e lojas de chinesices na primeira linha do mar.
(Esta era a vista da varanda do apartamento)


Tudo bem que não é o meu tipo de turismo, mas deu para descansar e desopilar um pouco e afinal estava a valer mais por ver o João a aproveitar um tempinho em família.



(não sei que porcaria deu aqui para essas fotos terem ficado todas desfocadas. No rascunho elas estão lindas.)
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Numa época em que se anda a confundir liberdade com libertinagem, acho que este texto se adequa perfeitamente.
“ Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo – beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento…”
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