A coisa ainda não está lá muito famosa, mas acho (pelo que a médica disse) que está no bom caminho, por isso hoje já voltei à labuta, mas não sei se pela quantidade imensa de medicamentos, se pelo calor INSUPORTÁVEL que me faz ter quebras de tensão, ou se é tudo junto, mas o que é certo é que o dia não foi assim dos mais fáceis, de repente estava eu a tentar tirar uma anotação, quando não conseguia nem escrever de tantos tremeliques e tonturas, mas enfim, creio que é mesmo só do calor.
Agora alguém me explica como eu vim morar para um país tropical, se sou uma verdadeira flor de estufa perante um calorzinho (esse inho é meramente delicadeza da minha parte)???
Mas já mais recomposta é hora de falar do que fiz nestes últimos tempos, porque isto aqui anda muito abandonado.
Dia 22 Junho aterrei em Portugal, mais precisamente no Porto, depois de ter passado muita agonia de tanto enjoo (logo eu, que até nem sou dessas coisas) em todos os trajectos, foi daqui para Lisboa, nos autocarros no aeroporto de Lisboa que nos levam de terminal em terminal, ohhh aeroportozinho, nunca vi… mas são percursos enormes, a primeira vez que me aconteceu até pensei que ia fazer o percurso Lisboa – Porto de autocarro, aquilo nunca mais parava de dar voltinhas…
Bom, sei que quando a minha mãe me viu, perguntou logo se eu estava bem, porque estava muito branca… pudera!
Bem lá estavam à nossa espera, os meus pais e a minha sobrinha linda. Tadinha dela que estava tão feliz por ter ido buscar a tia Raquel e o tio João a Cabo Verde, mas expliquei direitinho o que é o aeroporto e como as coisas se processam, e não é que passado umas semanas ela soube dizer tudo aquilo que lhe tinha dito?!!! Menina inteligente, puxou a tia!!! Eheheheh!
Nesse dia, apesar de termos chegado cedo, almoçamos com a minha família e depois o João foi até casa do pai dele e eu fiquei nos meus pais mesmo, na esperança de dormir um pouco durante a tarde, pura esperança mesmo. A Lara só queria a tia, mas tudo bem, que até aceitou deitar-se comigo desde que tivesse um dvd de desenho animado qualquer na TV, ok a tia concordou. Vira para um lado, vira para o outro, e ela sempre a falar comigo sobre os “macaquinhos” (como ela diz), finalmente fez-se luz, ela pediu, pediu não, literalmente ordenou que o avô lhe fosse aquecer um biberão de leite, oba, ela ia finalmente dormir e eu também.
Acabou-se o biberão, o dvd rodou mais uma trezentas vezes e nada, e quando eu começava a pegar no sono, lá se saía ela com um disparate qualquer. Enfim, não deu descanso à tia, mas a excitação era tanta, que fica fácil entender.
No fim de uma tarde de descanso frustrada, rendi-me, tomei um belo de um banho, jantei com a família novamente e ainda dei trabalho à minha mãe antes de deitar, comecei a passar mal, meio enjoada, novamente (afinal foram uns camarões que tinhamos almoçado no dia da viagem, pois o João também não ficou bem) lá vem ela com água quente para eu beber, um horror diga-se de passagem, até que fiquei melhor e aí sim fui dormir, e dormi muuuito.
Amanhã será outro dia!